domingo, 6 de fevereiro de 2011

Maria Schneider



















A atriz francesa Maria Schneider morreu quinta-feira, aos 58 anos, vítima de doença prolongada. A atriz ficou conhecida sobretudo pela sua participação no filme Último Tango em Paris (1972), de Bernardo Bertolucci, onde contracenou com Marlon Brando. Na época, a sua atuação chocou todo o mundo pelas suas cenas de nudez explícitas.
Os anos que se seguiram foram complicados para Maria Schneider, que se deixou levar pelo consumo de drogas e fez mesmo uma tentativa de suicídio.
Maria Schneider também afirmou, em entrevistas recentes, ter sido explorada por Bernardo Bertolucci e Marlon Brando enquanto filmava o filme que a tornou emblemática.

Banda Sonora: Grace is Gone

Filme obrigatório: O Orfanato

Sinopse: Laura passou os anos mais felizes da sua infância num orfanato à beira mar, acarinhada pelos responsáveis e pelos seus companheiros órfãos, que ela amava como irmãos e irmãs. Agora, trinta anos depois, ela regressa com o seu marido Carlos, com Simon, o seu filho de 7 anos e com o sonho de recuperar e reabrir o há muito abandonando orfanato como um lar para crianças deficientes. O novo lar e a sua envolvente misteriosa despertam a imaginação de Simon e o rapaz começa a contar um emaranhado de histórias fantásticas e de jogos não tão inocentes... Um enredo de histórias que começam a perturbar Laura, levando-a para o estranho universo da criança recordando-a de memórias extremamente inquietantes da sua própria infância. À medida que o dia da inauguração se aproxima, a tensão na família aumenta. Carlos permanece céptico, acreditando que Simon está a inventar tudo numa tentativa desesperada por atenção. Mas Laura, a pouco e pouco, convence-se de que algo terrível, há muito escondido, está à espreita nesta velha casa. Algo à espera de aparecer e infligir danos horríveis na sua família...

Minha opinião: Caros leitores, sabem aquela sensação que temos logo após o visionamento de um filme quando somos surpreendidos por um filme que nos toca o coração de forma avassaladora? Este foi o meu sentimento logo após o final do visionamento deste O Orfanato.
O Orfanato é um daqueles filmes que merece muito mais do que o simples rótulo de filme de terror; é uma fábula na qual somos confrontados com o olhar de duas gerações, o de uma criança e o da sua mãe que ao longo do filme vê-se obrigada a aceitar que as fábulas podem mesmo existir.
Belen Ruéda é magnífica, apresentando-nos uma interpretação subtil, mas não deixando de ser assombrosa.
Recomendo vividamente!


sábado, 5 de fevereiro de 2011

Breve crítica: Cisne Negro e 127 Horas


Cisne Negro - 5/5
   Com este mais recente filme de Darren Aronofsky, realizador de filmes como The Fountain, O Wrestler, Requiem For A Dream, demonstra-nos o porquê de ser o próximo "next best thing" na realização de cinema americano. Com cada filme seu surge uma nova obra-prima e este, Cisne Negro, não é excepção.
     Natalie Portman apresenta-nos uma interpretação excelente, digna de um Óscar, para o qual se encontra nomeada. Ao seu lado encontra-se um magnífico elenco secundário: Mila Kunis, a grande surpresa do filme; Vincent Cassel, competente como chefe da academia de Ballet; Barbara Hershey, assombrosa como mãe de Nina e, por fim, Winona Ryder.
    Apesar de um argumento magnífico, fiquei com a sensação de que o filme ainda poderia ir "mais além", arriscar um pouco mais. Contudo, isto não chega para estragar a minha opinião sobre esta poderosa obra cinematográfica que consegue dosear de forma magnífica vários géneros cinematográficos: drama, terror, humor negro, thriller e, em certas cenas, um pouco de série B.


127 Horas - 3/5
     Se Cisne Negro é uma obra prima, este 127 Horas é apenas uma obra mediana salva por uma excelente realização de Danny Boyle e uma boa interpretação de James Franco.
     Para aqueles que não sabem, a história deste filme é baseada num acontecimento verídico. Este factor joga a favor do filme, que caso não fosse baseado num caso real não teria tanto interesse. 
     Apesar de bons valores de produção, 127 Horas é um filme que me desiludiu devido á pouca exploração da personagem principal e de algumas das abordagens usadas pelo realizador, de modo a prolongar e tentar manter o interesse do espectador.
     James Franco, como já referi, apresenta uma boa interpretação mas não merece ganhar o Óscar. Contudo valeu-lhe o esforço e a nomeação é merecida.
     Enfim, este é um filme que na minha opinião tem sido bastante sobrevalorizado pela maioria dos críticos, mesmo apresentando cenas excelentes como a primeira parte e o final que me emocionou bastante.



Obrigado por me ter informado do erro que cometi, professora Maria Fátima

Cinema

O grande filme da semana *
Um thriller psicológico que se desenrola no mundo do New York City Ballet, CISNE NEGRO tem como protagonista Natalie Portman no papel de Nina, uma bailarina que se vê enredada numa teia de intriga competitiva com uma nova rival na Companhia (Mila Kunis). Um filme da Fox Searchlight realizado pelo visionário Darren Aronofsky (THE WRESTLER), CISNE NEGRO leva-nos numa viagem excitante e por vezes aterradora através da psique de uma jovem bailarina cujo papel de Rainha dos Cisnes resulta num desempenho para o qual ela se torna assustadoramente perfeita.

O regresso de Kevin Spacey (+)
As aventuras e os excessos de Jack Abramoff, protagonista de uma série de escândalos políticos. Ajudado pelo seu sócio Michael Scanlon, Jack usa a sua influência sobre alguns dos homens mais poderosos do mundo, com o objectivo de criar um império pessoal de riqueza e influência. Quando os dois se juntam a um outro com ligações à Máfia, para os ajudar num dos seus esquemas ilegais, rapidamente se apercebem que estão envolvidos com assassinos mafiosos e em homicídios, gerando um escândalo que se torna notícia em todo o Mundo.




Uma das maiores surpresas de 2010
Baseado numa história real, “Secretariat” mostra a espectacular jornada de um cavalo campeão de corridas e a sua dona. Quando o pai de Penny Chenery morre, deixa a sua herança para a filha, o problema é que Chenery não tem noção nenhuma de como gerir o negócio do pai. Quando Penny conhece Lucien Laurin, um treinador de cavalos, o negócio começa a dar frutos e um novo cavalo pode melhorar mais ainda as coisas. O tal cavalo, Secretariat, acaba por se tornar campeão do Triple Crown em 1973 e Penny Chenery torna-se a primeira dama do turfe (corrida de cavalos).


Um filme de acção nada convencional
Em Green Hornet, Britt Reid (Seth Rogen) é filho do mais respeitado magnata dos media de Los Angeles, e leva uma vida boémia, de excessos e festas... Até ao dia em que o seu pai (Tom Wilkinson) morre misteriosamente, deixando o vasto império que construiu nas mãos de Britt. Inesperadamente, Reid desenvolve uma relação de amizade com um dos empregados do seu pai, o inventivo Kato (Jay Chou), e os dois começam a planear fazer algo de útil das suas vidas: lutar contra o crime. Para tal, disfarçam-se de criminosos, de modo a conseguirem chegar perto dos verdadeiros maus da fita. É desta forma que Britt se torna o vigilante Green Hornet e Kato o seu parceiro. Rapidamente, os dois começam a ser conhecidos no mundo do crime, e com ajuda da secretária de Britt, Lenore Case (Cameron Diaz), pretendem acabar de vez com o rei do submundo de Los Angeles – Benjamin Chudnofsky (Christoph Waltz). Mas Chudnofsky tem outros planos: acabar de vez com o Green Hornet...



* Nomeado para 5 Óscars, incluindo Melhor Filme, Realizador e Actriz Principal.


(+) Nomeado para 1 Globo de Ouro (Melhor Actor de Comédia)

Possível guilty pleasure do ano: Waiting For Forever

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

domingo, 30 de janeiro de 2011

E se as nossas expectativas fossem iguais á realidade?

´Quote` do dia

sábado, 29 de janeiro de 2011

Espaço Curta- Metragem: Aquele que deus não criou



Parabéns a todos os envolvidos neste projecto!

Debate

Deixo aqui uma questão a todos os leitores do meu blog: Existe alguma cena num filme que gostem que quase vos estraga a experiência? 
Eu gostaria que o máximo número de pessoas respondesse e explicasse o porquê dessa escolha.


Deixo aqui a minha resposta:
Para mim uma cena que quase estragou o meu gosto pelo filme é a longa conversa entre George Segal e Richard Burton no filme "Quem tem medo de Virginia Woolf?". Na minha opinião, o forte elemento que me leva a desagradar dessa respectiva cena é a ausência de Elizabeth Taylor, que é a verdadeira estrela do filme, durante aproximadamente 15 minutos.
Contudo, reconheço a excelente escrita do diálogo dos dois actores.

A rever: O preço da traição

O Preço da Traição, apesar do elenco e realizador conhecidos estreou no nosso país sem grande alarido. Esta situação é injusta pois o filme apesar de nem sempre manter a coerência apresenta uma história bastante intrigante, sustentada pela sensibilidade da realização de Atom Egoyan e fortes interpretações das protagonistas femininas.

O filme conta a história de Catherine, protagonizada por uma excelente Julianne Moore, que perante as suspeitas de que o seu marido (Liam Neeson) possa estar a traí-la, decide contratar uma jovem acompanhante de luxo (Amanda Seyfried), Chloe,  para seduzir o seu marido e comprovar, dessa maneira, as suas suspeitas.

Para começar, o filme começa por acertar, logo, na sua primeira cena, em que vemos Chloe a narrar o seu dia-a-dia e a explicar a importância que as palavras desempenham como técnicas de sedução dos seus clientes.

De seguida, somos brindados com outra excelente cena em que Julianne Moore explica a uma paciente (ela é médica) o que é um orgasmo. Apesar de á partida poder parecer uma simples cena sem grande significado, proponho que a abordem de uma outra maneira. A procura do prazer, muitas vezes inalcançável e dificil de atingir (tal como um orgasmo, principalmente nas mulheres, como diz a paciente de Catherine) e da satisfação sexual e, sobretudo, amorosa são temas centrais do filme. 

Passando para a relação de Catherine e David, está é uma típica relação que por força de diversas circunstâncias, que ficam subentendidas, esfriou. Estes têm um filho, com o qual têm dificuldades em comunicar, situação que atormenta Catherine, pois verifica que o seu filho cresceu demasiado depressa e que nada sabe sobre ele. Apesar de interessante, esta relação entre mãe/filho é abordada de forma um pouco superficial uma vez que não faz parte do mote principal do filme.. esse é, sem dúvida, a relação entre a médica e Chloe.

Quando somos apresentados a essa inigmática jovem, verificamos que apesar da sua profissão, esta ainda possui uma certa ingenuidade. Essa faceta da sua personagem vai sendo aos poucos desvendada por Catherine e por nós, espectadores.
Contudo, uma das ideias vendidas pelo filme é que as aparências enganam. Será tudo um jogo de Chloe?

Por  grande parte do filme, a forma como é desenvolvida a aproximação entre estas duas personagens prende e excita o espectador. O uso das palavras é fundamental nesse processo (tal como Chloe refere no início). Os encontros entre Chloe e David são narrados pela jovem, em encontros que marca com Catherine. São nessas conversas entre as duas mulheres que o filme atinge a sua maior grandeza.

Porém, no terceiro acto do filme, aquilo que até ali era um subtil e interessante drama psicológico, torna-se num filme á la "Atracção Fatal". É como se de súbito se tivesse decidido torná-lo num filme mais comercial, mais ao gosto do público não acostumado a ver filmes independentes. Isto não é tanto culpa do realizador, mas sim dos argumentistas, pois faltou-lhes coragem em levar o filme por outros caminhos, diferentes daqueles que levou.

Se muito desta última parte é incoerente, não atinge níveis de mediocridade pois o talentoso elenco consegue segurar as pontas do filme. Julianne Moore apresenta a mesma qualidade de sempre; a grande surpresa é Amanda Seyfried que nos deslumbra com todas as nuances da sua personagem. O facto de que ao acabarmos de visualizar o filme, ficarmos a desejar conhecer mais de Chloe, deve-se muito ao excelente trabalho deste talento em ascenção.

A representar o lado masculino, Liam Neeson surge um pouco apagado e a sua personagem é pouco explorada. Isto deveu-se, ao facto de a sua mulher, a também actriz Natasha Richardson, ter falecido enquanto o actor filmava este filme. Assim, o seu papel teve de ser encurtado.

O Preço da Traição é, como já referi, realizado pelo egípcio Atom Egoyan. Ele faz um trabalho interessante, especialmente devido ao seu cuidado com os detalhes e as tonalidades das cores.

No geral, temos um filme que se mantém bastante interessante durante 3/4 da sua duração acabando por descambar na última parte. Para terminar, deixo aqui um excerto da crítica que Roger Ebert fez deste filme: « (...) O Preço da Traição começa como um hipnótica história de suspeita e ciúme e prossegue através da paixão e do erotismo até ao seu inesperado final ».

P.S/ Como podem ver, muitos gostaram do rumo que o filme tomou no final.

Nota final: 3,5/ 5



Trailers

O Discurso do rei


The Fighter


Black Swan


Winter´s Bone


127 Horas


Biutiful

Seth Rogen e Barbara Streisand?


















Seth Rogen e Barbra Streisand vão protagonizar "My Mother’s Curse", uma comédia que será realizada por Anne Feltcher, realizadora do filme "A Proposta" e "Step Up".
A história de "My Mother´s Curse" acompanha as aventuras de um inventor que cria um produto que promete vir a revolucionar o mundo e que parte com a sua mãe numa viagem promocional pelos EUA.

Banda sonora: Black Swan